HISTÓRIA DA CASA
Antes de ser cuidadosamente desmontada e transportada para seu novo lar, essa antiga casa de fazenda abrigou inúmeras famílias ao longo das décadas no pequeno município de Cubas, em Minas Gerais. Agora, renasce em meio à floresta tropical onde Wilbert Das e sua equipe a reconstruíram lentamente como um grande quebra-cabeças.
Seu nome remete à cor ainda original preservada nas grandes vigas de madeira de braúna que estruturam a construção, bem como nas janelas e portas. Tudo o que não é azul indica novas adições à casa que também manteve seu assoalho de cedro e canela. Paredes internas foram removidas e suas madeiras viraram mobiliário e peças de decoração, como o sofá da sala e os armários da cozinha com tampos de mármore brasileiro. As paredes de barro, impossíveis de transportar, deram lugar ao vidro que traz o sol para dentro da casa e garante vistas deslumbrantes da floresta ao redor.
A piscina, nova adição, é revestida com pedras de rio âmbar e posicionada estrategicamente para refletir o pôr do sol, que banha de dourado o deck de cumaru reaproveitado.
DESIGN
A parede de painéis de madeira móveis que separa o quarto da sala de estar traz motivos tropicais entalhados pelo parceiro de longa data Rosivaldo — artesão Pataxó com o apelido extremamente apropriado “Pica Pau”. Os nove painéis são independentes, permitindo criar diferentes composições artísticas conforme a configuração escolhida.
O confortável sofá é revestido com cânhamo de antigas tendas militares holandesas, em padrões que soletram “maré” no alfabeto de bandeiras náuticas. Ao seu lado a imponente luminária suspensa foi trançada com junco do rio Trancoso.
Criações nascidas da parceria com a Casa Vogue Brasil em 2020 adornam a casa, como uma peça em cerâmica composta por três vasos "eternamente conectados" por uma corrente de contas de cerâmica esmaltada, desenhada por Peter Kempkens; e a Cadeira Paz, criada por Wilbert Das em homenagem ao icônico ramo de oliveira que adorna a igreja de São João Batista no Quadrado de Trancoso.